Resumo em vídeo sobre o Oscar, originalmente postado no meu Instagram (@drleema)

A 91ª cerimônia do Oscar acabou ainda agora. Foi uma verdadeira tourada assistir de ponta a ponta. Por mil e uma cagadas – desde escavações de tweets antigos do apresentador Kevin Hart (quem?), que acabou não o deixando ser, afinal, o apresentador, até um tremendo esforço para encurtar o evento e, com isso, ganhar audiência – a cerimônia foi absolutamente estranha, cansativa e monótona.

É o fim do mundo que, entre fazer uma estupenda cerimônia – longa, se necessário for –, para, uma vez ao ano, celebrar o cinema mundial e apressar tudo para tentar ganhar alguma audiência, opte-se pela segunda possibilidade. Ainda não sei os resultados da audiência, mas torço muito para que a estratégia atrapalhada não tenha dado certo. Veja: se o nobre e afoito telespectador tem pressa e quer só saber quem ganhou, que aguarde um pouco e, na manhã seguinte, ligue a internet e confira a lista de vencedores.

Infelizmente, foi mais ou menos o que ocorreu: uma lista de vendedores sendo apresentada em tempo real. Os caras começaram a soltar prêmio atrás de prêmio, atrás de prêmio, atrás de prêmio, incansavelmente. E nada de apresentador, nada daquelas piadinhas (muitas vezes sem graça, é verdade) para quebrar o gelo e dar o tom do espetáculo. Que barbaridade, que coisa mal pensada. Como eles acham que uma prova olímpica de 100 m rasos como foi a cerimônia pode ser um atrativo para qualquer audiência ?

Não bastasse isso, logo no início tive outro grande dissabor: a TNT limou o queridíssimo e absolutamente competente Rubens Ewald Filho do posto de comentarista. Provavelmente, por algum comentário impertinente que ele fez no ano passado. Aquela patrulha toda e tal. No lugar dele, colocaram uma espécie de alface, nem sei o nome, que nada mais fazia do que ler um breve comentário sobre cada filme. Zero teor crítico, zero improviso, zero tempero, zero qualquer coisa. Nota zero. Espero muito que a TNT repense isso para o ano que vem. Continuar com esse sujeito não dá pé, sinto muito.

Por fim, as premiações não fugiram do esperado. Nenhuma surpresa negativa. Todos os ganhadores – exceto o de melhor animação, que, sem sombra de dúvida, deveria ter sido Ilha dos Cachorros, do Wes Anderson – foram justos e adequados. Minha torcida maior era para Roma, que, embora não tenha ganhado como melhor filme – venceu Green Book, também uma ótima opção–, levou melhor diretor, o que já é alguma coisa.

Não me alongarei. Resumidamente, o lance é que o saldo da cerimônia foi bastante negativo. Espero muito que eles repensem diversas coisas para o ano que vem e, acima de tudo, se apeguem às tradições de mais de 90 anos de história e façam com que o evento tenha o tamanho e o porte que ele merece.


One Reply to “Oscar 2019: uma lambança”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.